sexta-feira, 8 de maio de 2009

Faraós


No antigo Egito, os faraós eram considerados deuses. O termo foi muito utilizado na Bíblia, mas não era comum entre os egípcios.
Geralmente a ideia dos "faraós" que a maioria das pessoas têm é aquela dada pelas grandes produções do cinema, em que o Faraó aparece como um ser todo poderoso que governa de modo absoluto, rodeado de servos e obrigando uma multidão de escravos a construir monumentos em sua honra.
De fato, muitos faraós foram ditadores, mas nos quase três mil anos de tradição faraónica, passaram pelo trono do Egito homens (e algumas mulheres) com ideias bem diferentes. Desde os misteriosos construtores das pirâmides até o lendário Ramsés II, é possível encontrar uma grande diversidade de pessoas que governaram uma das mais importantes civilizações humanas.

obs: A foto é da múmia do faraó Ramsés II

By Evandro

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Arte Egípcia

A cultura egípcia foi profundamente marcada pela religião e pela supremacia política do faraó. Esses dois elementos exerceram grande influência nas artes (arquitetura, escultura e pintura) e na atividade literária e científica.

• Arquitetura Egípcia

As construções mais importantes para os egípcios eram aquelas destinadas a uso religioso. Por isso, os edifícios civis recebiam menos atenção e neles eram empregados materiais menos duráveis. Os construtores procuravam adaptar os seus edifícios às condições do meio ambiente, dando-lhes uma aparência de grandiosidade, através da amplitude das dimensões. As grandes manifestações da arquitetura egípcia foram os magníficos templos religiosos, as pirâmides, os hipogeus e as mastabas.

• Escultura Egípcia

Também a escultura egípcia obedecia a uma orientação predominantemente religiosa. Eram numerosas as estátuas esculpidas com a finalidade de ficar dentro dos túmulos. A escultura egípcia atingiu seu desenvolvimento máximo com os sarcófagos, esculpidos em pedra ou madeira. Os artistas procuravam reproduzir com fidelidade as feições dos mortos, a fim de facilitar o trabalho da alma na busca do seu corpo. Para maior perfeição do trabalho, incrustavam nos olhos, pupilas de cristal ou de esmalte branco.

De maneira geral, nas esculturas de sarcófagos predominavam a “frontalidade” (o corpo apresentado de frente), a “verticalidade” (o tronco e o pescoço na posição vertical), e a “simetria” (divisão da obra em duas partes, através de uma linha). Raramente as figuras fugiam à postura “Hierática”; quando expressavam algum movimento, apresentavam a perna esquerda em posição de avanço.

• Pintura Egípcia

A pintura egípcia era profundamente impregnada de elementos religiosos. Os trabalhos nesse campo tinham uma função decorativa e retratavam sobretudo, cenas da vida diária. A pintura complementava a escultura ou decorava as grandes superfícies dos edifícios. Nas figuras, os olhos e ombros aparecem de frente, embora o resto do corpo de perfil; o faraó é sempre muito mais alto que o sacerdote ou militar, o cortesão, o servo, o inimigo derrotado. Mas é menor do que o deus que personificava na terra, segundo os egípcios. Não se utilizavam gradação, mistura de tonalidades, nem claro-escuro. As cores mais comuns são cinza e azul, além do preto. No teto azul dos templos, as estrelas estão representadas por pequenos pontos luminosos.


Ana Claudia Rocha

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Música no Antigo Egito...

Na época do Império Antigo, de 2635 a 2060 a.C., a música egípcia viveu seu auge. Muitas representações mostram pequenos conjuntos musicais, (com cantores, harpas e flautas) e inscrições coreográficas descrevem danças realizadas para o Faraó. Acredita-se que este tenha sido o período de maior florescimento da arte musical egípcia.

No Império Médio (XI a XVII dinastia) conjuntos maiores e até orquestras são representados. Entre os instrumentos, há harpas, alaúdes, liras, flautas, flautas de palheta dupla (oboés), trombetas, tambores e crótalos. No Império Novo (XVIII a XX dinastia), estes instrumentos se aperfeiçoam. A música passa a ter papel ritual e militar.

A cultura musical do Egito Antigo entrou em decadência junto ao próprio Império. Com as sucessivas invasões, a música do egito passou a ser influenciada pelos gregos e romanos, perdendo totalmente sua independência. Músicos gregos são contratados para integrar a corte e trazem consigo alguns de seus instrumentos. Até uma espécie de órgão hidráulico foi encontrado. Alguns musicólogos acreditam que os últimos vestígios da música faraônica ainda possam ser identificados na liturgia copta.

Osnildo Junior

domingo, 29 de março de 2009

Como era a vida de um Faraó?

Antes de virar múmia...
...Soberano do Egito tinha direito a banquetes, banhos luxuosos e várias mulheres

BUROCRACIA MATINAL
O dia do faraó começava cedo, pois ele acordava no fim da madrugada. Sua primeira atividade era burocrática: ler a correspondência real, se preparar para audiências que teria ao longo do dia e se reunir com o vizir para saber as últimas notícias de seu reino.

BARBA, CABELO E BIGODE
Após despachar com o vizir, ele ia para o banho, que também era um verdadeiro ritual de purificação, preparando-o para as primeiras cerimônias religiosas do dia. Vários serviçais trabalhavam na raspagem da cabeça e da barba do faraó e nos cuidados com as unhas, entre outras mordomias.

AJOELHOU, TEM de REZAR
De "alma limpa", o soberano se juntava com os principais sacerdotes do império para cultuar divindades egípcias. Muitas vezes essas cerimônias religiosas ocorriam em câmaras de acesso restrito, quase secretas, no interior de um grande templo instalado no palácio real.

BANQUETE ARRISCADO
Na hora da refeição, o faraó tinha à mesa pelo menos 40 tipos de alimento, como peixes, carne de caça (patos, perdizes) ou de animais domésticos (galinhas, pombos e gado), pães, bolos e vários vegetais. Provadores experimentavam tudo antes, evitando envenenamentos.

NILO FASHION WEEK
Os trajes reais incluíam coroa, peruca, barba postiça e uma tanga sustentada por um cinto adornado com o nome do faraó. Às vezes, um avental em formato de trapézio, feito com folhas de metal, era preso à cintura. Jóias e objetos sagrados completavam as vestimentas.

SEXO COM TABELINHA
A vida amorosa do faraó incluía, além das esposas oficiais, várias amantes - Ramsés II, por exemplo, pode ter tido pelo menos 20 mulheres no século 13 a.C. Servos controlavam as datas de encontro com cada parceira para determinar quando herdeiros do faraó haviam sido concebidos.

MALHAÇÃO BÉLICA
Outra atividade diária do faraó era a prática de esportes. A modalidade preferida era o arco-e-flecha, mas ainda havia equitação, corrida, pilotagem de carruagens de combate... Como dá para ver, mais que um hobby, os esportes eram uma maneira de formar grandes guerreiros.